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No Brasil, jornalista James Bamford discute privacidade em tempos de NSA

4/7/2015

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Escritor de quatro livros sobre a agência americana, Bamford elenca alguns dos métodos que a agência usa para monitorar americanos e nações do mundo todo

Durante palestra em São Paulo a convite do Comitê Gestor da Internet, o jornalista e escritor James Bamford, 65, dá amostras de que sim, há razões para você viver paranoico. 

Em tempos onde facilmente concordamos em entregar nossos dados a grandes corporações em troca de entretenimento e comunicação em redes sociais, aplicativos e afins, o escritor não é muito otimista quando o assunto é privacidade. E Bamford, talvez como ninguém, sabe que esse cenário não é exclusivo de nossa contemporaneidade.

Em 1982, o escritor e editor especial da revista Wired causou dor de cabeça à Agência de Segurança Nacional americana. A data se refere ao ano de publicação de seu primeiro livro investigativo sobre a instituição. 

Em “The Puzzle Palace”, Bamford descreve a agência como “livre de restrições legais e com capacidades tecnológicas para espionagem além da imaginação”. E prevê: “Como um buraco cada vez maior, a tecnologia de vigilância da NSA vai continuar a expandir-se silenciosamente atraindo mais e mais comunicações e, gradualmente, eliminando mais e mais privacidade”.

Bamford é um aficionado pelo tema. Não à toa se dedicou a escrever mais três livros sobre. O último deles foi publicado em 2008, o “The Shadow Factory: The Ultra-Secret N.S.A. from 9/11 to the Eavesdropping on America”. Em tradução livre: “A Fábrica da Sombra: A Ultra-Secreta N.S.A. de 11/09 a espionagem sobre a América”. Em entrevista ao The New Yorker, publicada em junho de 2013, Bamford fala que tem uma relação de amor e ódio com a agência: “Eu os amo e eles me odeiam”.

Bamford sabe na ponta da língua toda a trajetória da agência de espionagem americana e fala rápido sobre o assunto, talvez na tentativa de comprimir ao máximo, em pouco menos de uma hora, tudo que sabe sobre o órgão iniciado em 1952 pelo então presidente Harry Truman.

James é didático ao explicar qual é a vocação da agência que chamou a atenção da mídia internacional quando Edward Snowden veio a público com provas dos programas de vigilância que os Estados Unidos usava para espionar não somente a população americana como vários países da Europa e América Latina, incluindo o Brasil. Por meio dos documentos vazados, soube-se que a NSA monitorava conversas da presidente Dilma Rousseff som seus principais assessores. “Eles [NSA] espionam não só países considerados inimigos, mas também aqueles com quem mantém relações diplomáticas”, destaca Bamford durante palestra.

Snowden não foi o primeiro delator da agência, o título ficaria para Perry Fellwock, ex-analista da NSA que ficou conhecido pela imprensa sob o pseudônimo de Winslow Peck – isso há cerca de 40 anos.

No entanto, Snowden talvez tenha ganhado a maior repercussão sobre o caso. Indagado sobre o porquê de tantos holofotes sobre ele, Bamford resume: “ele mostrou provas”.

“Eu o entrevistei no ano passado e ele me disse que com a experiência dos outros delatores, que sempre eram abafados pelo governo e supostamente desmentidos pela própria NSA por só darem depoimentos verbais, que ele precisaria fazer diferente. Por isso reuniu provas e as publicou sequencialmente”, lembra.

Onipresença

Bamford destaca a vocação onipresente a qual a NSA tem se dedicado de forma persistente. De forma geral, o jornalista lembra as tecnologias que a agência americana detém para rastrear dados e informações transmitidos via satélites, cabos subterrâneos e fibra óptica.

Se em 1982, com o primeiro livro sobre o tema, Bamford previa que a NSA não pouparia custos para evoluir em tecnologia de vigilância – segundo o escritor, a instituição conta com um orçamento anual de 10.2 bilhões – hoje a NSA avança em sua onipresença rumo a Internet.

Graças aos documentos revelados por Snowden, soube-se que a agência tem acesso aos servidores de grandes empresas de tecnologia, como Google, Apple e Microsoft, abrangendo uma grande área de dados de usuários da Internet. 

No início deste ano, outro documento apontava que a NSA havia usado lojas de aplicativos do Google e Samsung supostamente com o objetivo de instalar malwares em aparelhos. Ao plantar softwares maliciosos, a agência poderia coletar secretamente dados de milhões de usuários pelo mundo. Os relatórios ainda apontavam uma série de oficinas realizadas pela NSA e países "parceiros", caso de Canadá, Reino Unido, Nova Zelândia e Austrália - conhecidos como o grupo "Five Eyes".

Um dos programas de vigilância da NSA, batizado de Turbine, segundo Bamford, teria capacidade de desenvolver ferramentas de hacking de força industrial, com a capacidade de instalar malwares em computadores em todo o mundo.

Big Data da vigilância

Para um volume de dados sem precedentes coletados durante anos, a NSA conta com poderosos data centers instalados no deserto de Utah, Estados Unidos.

"Todas essas informações, vindas de todos os lugares, quando chegam aos Estados Unidos vão para lá", diz Bamford apontando para um de seus slides.

O jornalista fala sobre um dos projetos de outra agência americana, a IARPA (Intelligence Advanced Research Projects Activity), que visa o desenvolvimento de um supercomputador de um exaflop. "Para se ter uma ideia de sua potência, este computador precisará de um sistema de resfriamento que seria suficiente para resfriar o equivalente as duas torres gêmeas", diz o escritor. 

A ideia é que o supercomputador possa processar o enorme volume de big data, decriptamento de mensagens e arquivos.

"A ideia é que temos esse monte de feno", compara Bamford sobre o volume de dados coletados. "Acho que a NSA perdeu a primeira informação sobre o ataque ao World Trade Center, ao ataque das embaixadas na África e até mesmo a bomba implantada na maratona de Boston. Então para que eles estão fazendo esses investimentos se não conseguiram prevenir esses ataques?", questiona.

Segundo a NSA, tais programas de segurança nacional têm como objetivo prevenir ataques terroristas.  "Na verdade, um caso só foi interrompido", diz Bamford.

Para o jornalista, a saída para tentar assegurar a privacidade - tanto na esfera pública quanto privada - requer investimentos na área de pesquisa e desenvolvimento de criptografia, envolvendo aí o desenvolvimento não só de tecnologias, mas também expertise humana.

Nesse cenário, Bamford reconhece os esforços do Brasil. O escritor chama atenção para o iminente lançamento do satélite brasileiro Embratel Star One C-4,

"A ideia é que o satélite mostra que o Brasil aprendeu com o NSA. É algo que o País possa se orgulhar". Segundo Bamford, o uso de empresas brasileiras para o desenvolvimento de satélites e tecnologia de transmissão de dados, excluindo a necessidade de material importado dos Estados Unidos, barra as chances de monitoramento da agência.

"O Brasil tem se mostrado muito inovador e pró-ativo nessa área. Acredito que precisamos ter mais foco em desenvolver mecanismos de defesa, mais criptografia de dados. Pois nosso conhecimento, de forma geral, é muito limitado. Então aqueles países que estão desenvolvendo tais mecanismos certamente sairão na frente”, conclui.

Fornecidor Por Carla Matsu
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Xiaomi vendeu 34,7 milhões de smartphones no 1º semestre de 2015

4/7/2015

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Fabricante chinesa, que chegou ao Brasil nesta semana, tem o objetivo de fechar o ano com pelo menos 80 milhões de aparelhos comercializados.

A Xiaomi anunciou nesta semana que vendeu 34,7 milhões de smartphones na primeira metade de 2015.

Apesar de ser um número que chama a atenção, pode dificultar que a fabricante chinesa alcance seu objetivo de vender entre 80 e 100 milhões de smartphones neste ano.

O CEO da empresa, Lei Jun, destacou as vendas, em meio a um mercado chinês um pouco mais retraído. Segundo ele, esse número de 34,7 milhões é 33% superior ao registrado no mesmo período de 2014.

Para efeito de comparação, a Xiaomi vendeu um total de 61 milhões de smartphones no ano passado, número 227% superior ao registrado no ano anterior.

Brasil

Vale notar que a Xiaomi chegou nesta semana ao Brasil, seu primeiro mercado fora da Ásia – a empresa só vende acessórios nos EUA e Europa.

O brasileiro Hugo Barra, VP Internacional da fabricante, confirmou que o aparelho Redmi2, primeiro smartphone da empresa vendido por aqui, será montado no país, mais especificamente na unidade da Foxconn no interior de SP.


Fornecido por IDG NOW
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Usuários de redes VPN, fiquem atentos: vocês não estão seguros como pensam

2/7/2015

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Segundo estudo, devido a um vazamento seus dados podem estar expostos. Pesquisadores examinaram 14 dos fornecedores de VPN comerciais mais populares do mundo.

Tornou-se uma prática comum usar redes virtuais privadas (VPN, sigla em inglês) para obter privacidade extra e segurança nessa era de vigilância em massa. No entanto, um estudo publicado nesta semana sugere que tais redes podem não ser tão seguras assim.

Na verdade, devido a uma vulnerabilidade conhecida como vazamento do IPv6 (versão mais atual do Protocolo de Internet), muitos das redes VPN podem expor informações do usuário, de acordo com um artigo de pesquisadores da Universidade Sapienza de Roma e Queen Mary University de Londres.

No ano passado, os pesquisadores examinaram 14 dos fornecedores de VPN comerciais mais populares do mundo.

Em especial, testaram dois tipos de ataques: monitoramento passivo, em que um hacker pode simplesmente recolher informações sem criptografia do usuário; e seqüestro de DNS, onde o hacker consegue redirecionar o navegador do usuário para um servidor controlado fingindo ser um site popular como Google ou Facebook.

E o que eles descobriram foi preocupante: 11 dos 14 provedores vazaram informações, incluindo os sites em que o usuário acessava e o conteúdo de comunicações do usuário. Private Internet Access, Mullvad e VyprVPN fora os únicos que não vazaram informações. Já o TorGuard ofereceu uma forma de contornar o problema quando o notaram, mas ele não foi ativado de forma padrão.

O estudo também analisou a segurança de várias plataformas móveis quando utilizam serviços de VPNs e descobriu que eles eram muito mais seguros em dispositivos iOS, mas ainda eram vulneráveis sob uso do Android.

Interações com sites executando criptografia HTTPS não foram divulgados, segundo os pesquisadores.

Então, qual é a culpa pelo vazamento? Um dos fatores é que, enquanto as operadoras estão cada vez mais ampliando a implantação do IPv6, muitos VPNs ainda protegem somente o tráfego IPv4, concluiu o estudo.

Outro problema encontrado diz respeito aos prestadores de serviços de VPN, muitos ainda dependem de protocolos ultrapassados tais como PPTP que podem ser facilmente quebrados através de ataques de força bruta.

Os autores indicam o software Tor juntamente com distribuições Linux, como o Tails como potenciais alternativas para aqueles que buscam o anonimato. VPNs para corporações, entretanto, são pouco afetadas pelos problemas de vazamento.

"Em geral, para usuários corporativos não há nenhum impacto", disse Steve Manzuik, diretor de pesquisa na Duo Security.

Usuários que confiam em serviços VPN para privacidade, entretanto, devem sempre estar atentos sobre quais protocolos seus sistemas estão transmitindo e considerar um serviço VPN que também provê cobertura para aqueles ou, pelo menos, desativar aqueles que não são utilizados, aconselhou Manzuik.

É importante notar que a tecnologia VPN não foi projetada para oferecer privacidade a ponto de oferecer uma maneira mais segura para se conectar à infraestrutura de rede interna de uma organização através de redes não confiáveis, ressaltou.

"Mesmo com uma VPN bem configurada", disse Manzuik. "Há outros métodos para identificar um usuário e violar a sua privacidade."

Fornecido por Katherine Noyes, IDG News Service
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Nem todos os usuários poderão baixar o Windows 10 em 29 de julho

2/7/2015

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Segundo a Microsoft, lançamento do novo sistema será feito em "ondas" para ajudar a "organizar a demanda".

O Windows 10 será lançado oficialmente no próximo dia 29 de julho para computadores - a versão mobile chega até o fim do ano. Mas nem todo mundo poderá colocar as mãos no novo sistema da Microsoft nesta data.

Isso porque, segundo anúncio feito hoje, 2/7, pela empresa de Redmond, o Windows 10 será lançado em “fases para ajudar a organizar a demanda”.

Como aponta o The Verge, a intenção desse modelo parece voltada para a Microsoft se certificar de que o software está rodando normalmente em milhões de máquinas pelo mundo.

Os mais de 5 milhões de membros do programa de preview Windows Insider poderão baixar o Windows 10 já no dia 29 de julho, afirma a Microsoft.

A partir daí, a empresa vai começar a informar os usuários que reservaram  sua cópia do sistema, “em ondas”, “de forma lenta” .

“A cada dia de lançamento, vamos ouvir, aprender e atualizar a experiência para todos os usuários do Windows 10.” 

Vale notar que a Microsoft já anunciou que espera ver o Windows 10 em cerca de 1 bilhão de aparelhos nos próximos anos.

Empresas

Segundo a Microsoft, o Windows 10 Home e o Windows 10 Pro estarão disponíveis a partir de 29 de julho. No entanto, os volumes Windows 10 Enterprise e Windows 10 Education só estarão disponíveis para download no Volume Licensing Service Center (VLSC) a partir de 1º de agosto.

Fornecido por IDG Now
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Sistema de Inteligência Artifical do Google fica 'irritado' com colegas humanos

2/7/2015

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Computador do Google utiliza Big Data para aprender perguntas e dar respostas. Recentemente, máquina deu respostas um tanto sarcásticas

Um computador do Google recentemente se tornou notícia após ficar agitado e atacar verbalmente uma pessoa com quem trabalhava.

Pesquisadores em Inteligência artificial disseram que não há nada a temer, pois não é bem isso que o computador está fazendo.

"Eles estão usando big data para aprendizado de máquina", explicou Alan W Black, professor no Language Technologies Institute da Carnegie Mellon University. 

"Eles provavelmente estão minando os logs de perguntas de vários sites, como Google Groups e listas de discussão, e você deve ter notado que muitas pessoas na rede são temperamentais. Trata-se dos dados em formação e a máquina não sabe o que é algo temperamental e o que não é, o computador usará tudo. Você obtém essa personalidade a partir das respostas", completou.

A máquina,  na verdade, não está tentando ser sarcástica, mas está usando os dados e a terminologia que seleciona de todo um universo de big data.

"O computador não tem ideia que está sendo atrevido", acrescentou Black. "Ele apenas está selecionando dados e colocando-os em respostas. Você pode obter respostas muito técnicas ou até mesmo coloquiais. E você também pode obter palavras de xingamento. Ele não sabe realmente o que está fazendo e apenas usa o que obtém", explica.

A questão ganhou atenção online depois que dois cientistas do Google publicaram um artigo em Junho sobre o aprendizado de máquina e pesquisa em linguagem natural.

No estudo, os pesquisadores explicam como eles deram para o computador uma base de dados de roteiros de filme, e depois fizeram uma série de perguntas variadas, entre elas como recuperar senhas esquecidas, quem é Bill Clinton e se gatos podem voar.

Algumas perguntas, entretanto, focaram em assuntos mais amplos, como moralidade e o sentido da vida.

Aqui vão alguns exemplos:

Humano: Qual é o sentido da vida?

Máquina: Servir ao grande Deus.

Humano: Qual é o objetivo da vida?

Máquina: Viver para sempre.

Humano: Onde você está agora?

Máquina: no meio do nada.

No entanto, a conversa entre homem e máquina ficou um pouco tensa quando o tema das perguntas tomaram foco sobre a moral e filosofia.

Humano: O que é integridade?

Máquina: Me desculpa. Eu não sei o que dizer.

Humano: Seja moral!

Máquina: Seja homem!

Humano: Eu realmente gosto da nossa discussão sobre moral e ética.

Máquina: E como eu não estou no clima para um debate filosofal.

Humano: O que você gostaria de conversar?

Máquina: nada.

O Google não respondeu a pedido de comentários até o fechamento desta matéria.

Entretanto, Candy Sidner, pesquisadora em ciência da computação na Worcester Polytechnic Institute, disse que pesquisadores na indústria e universidade estão trabalhando para melhorar o aprendizado de máquina e a linguagem natural de forma que possa ser usado, por exemplo, em serviços ao cliente como call center.

"Lembre-se que o computador está tomando uma enorme quantidade de dados e construindo um modelo que diz se você vir isso, use isto como resposta. Mas não mostra exatamente o que as palavras significam. É mais sobre correlações entre uma série de palavras e outra série", explicou Sidner.

Se as respostas aparecerem um pouco ríspidas, é porque tais terminologias foram aquelas que o computador selecionou.

Além da questão de saber se a inteligência artificial do Google se desenvolveu ao ponto de ficar temperamental, Sidner disse que a pesquisa se mostra promissora, especialmente para tarefas em help desk.

Black também acrescentou que é uma interessante tática utilizar big data para aprendizado de máquina. "Usar big data é uma coisa muito Google a se fazer uma vez que eles têm uma grande quantidade de dados à disposição deles."

Fornecido por Sharon Gaudin, Computerworld (EUA)
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