MB Consultoria
  • Início
  • Soluções
    • Abertura de Chamados
    • Acompanhar OS
    • Consultoria em TI
    • MarketUP
    • Serviços de TI
    • Suporte de TI
    • Suporte Remoto
  • Blog
  • Links Úteis
  • Loja
  • Contato
    • Quem Somos

O reconhecimento facial do Facebook e Google seria uma ameaça à privacidade?

29/6/2015

Comments

 
Imagem
Os algoritmos por trás da ferramenta de reconhecimento facial estão cada vez mais precisos. Como isso influenciará na nossa privacidade?

Tanto Facebook e Google tem trabalhado duro em usar computadores e algoritmos para identificar pessoas em fotos. E eles ficaram realmente bons nisso. 

Nós ainda não sabemos o que eles vão fazer com essa tecnologia. E em um grau mais elevado, isso depende de nós. Mas primeiramente, vamos entender o que já é possível.

Por que o Facebook não precisa "ver" o seu rosto? O Facebook é uma das maiores companhias líderes mundiais em desenvolver algoritmos de reconhecimento facial. 

O software da rede social agora consegue identificar pessoas em fotografias assim como pessoas o fazem. 

O chamado DeepFace do Facebook (não, não estou brincando, é chamado mesmo de DeepFace)  pode nos dizer se duas pessoas em duas fotografias diferentes são a mesma pessoa, com precisão de 97%. Uma taxa ainda melhor do que próprio sistema de identificação do FBI, para se ter uma ideia. 

O DeepFace alcança esta proeza incrível, analisando rostos, transformando-os em modelos 3D, para depois reconhecer os rostos a partir de ângulos e sob condições de iluminação que são diferentes daquelas em outras fotos da mesma pessoa. 

A tecnologia usa mais de 120 milhões de parâmetros. Uma página no site do Facebook explica que a empresa "treinou tais algoritmos no maior conjunto de dados faciais, um conjunto de quatro milhões de imagens faciais pertencentes a mais de 4.000 identidades." 

Mas isso não é suficiente para o Facebook. A companhia quer ser capaz de reconhecer pessoas mesmo quando seus rostos não estão aparecendo. Para tais fins, pesquisadores estão desenvolvendo um sistema que presta atenção a detalhes como estilo do cabelo, medidas corporais, postura, roupas e por aí vai. 

Por ora, o Facebook já consegue reconhecer pessoas cujos rostos não estão aparecendo com uma taxa de precisão de 83%. 

Significativamente, a empresa tentou evitar apavorar as pessoas com esta pesquisa ao desenvolver o algoritmo usando fotos do Flickr ao invés de fotos do próprio Facebook. 

E bem, enquanto a habilidade do Facebook em reconhecer pessoas é surpreendente, a do Google também é. 

Como o Google identifica você sem identificar... você

Todos aqueles que estiveram presentes na conferência do Google I/O no mês passado reagiram com "oohs" e "ahhs" quando a gigante de buscas anunciou seu mais novo Google Photos. 

Na verdade, nós usuários do Google+ temos apreciado essa capacidade por anos. O motor de buscas do Google Photos consegue não apenas dizer a diferença entre gatos e cachorros, mas também identificar raças de cães e executar outras façanhas de busca que parecem impossíveis. 

O sistema consegue até mesmo encontrar fotos com base em adjetivos que poderiam ser usados para descrever as imagens que retratam (veja a foto acima).

Por exemplo, quando eu procurei na minha própria coleção de fotos usando a palavra 'delicioso', o Google me mostrou centenas de fotos que eu tirei de alimentos e bebidas que eram, de fato, deliciosas. (A ferramenta também mostrou uma foto que eu tirei durante um safári no Masai Mara, no Quênia de uma chita que devora uma gazela - Eu acho que foi delicioso para a chita e o software Google de alguma forma sabia disso.)

Claro, que o sistema de buscas do Google Photos consegue encontrar pessoas quando você busca por elas. Fato é que quando você vai até a barra de buscas para selecionar, você é imediatamente apresentado a três opções: Pessoas, Lugares e Coisas. Quando você clica na opção "Mais" para a categoria "Pessoas", ele mostrará a você uma fotografia de cada pessoa que você já fotografou -- em ordem, a começar com as pessoas que você tira fotografias com maior frequência. 

Clique em alguma dessas fotografias pra ter todas as fotos dessa pessoa. Quando você faz isso, você perceberá alguma coisa interessante: Google Photos irá mostrar não apenas as fotografias onde o rosto da pessoa está claramente visível, mas também fotografias em que dificilmente se vê o rosto da pessoa em questão. 

Mas diferente da abordagem do Facebook, todas os resultados da busca por rostos no Google Photos são visíveis. Ou seja, eu não encontrei nenhuma foto onde uma pessoa estava de costas. 

É interessante notar que enquanto a tecnologia do Facebook - teoricamente - soe mais avançada, ela ainda está na fase de pesquisa e não foi lançada ainda, enquanto a ferramenta do Google já está pronta e disponível para todos gratuitamente.

O Google ainda não revela detalhes sobre como seu sistema funciona, mas provavelmente utiliza métodos muito similares ao do Facebook. 

Como o Facebook e o Google estão usando "identificação por associação" 

Antigamente, a tecnologia de reconhecimento facial era mais direta.  Ela analisaria literalmente rostos para buscar coisas como distâncias relativas entre as sobrancelhas e nariz, e entre a parte inferior das orelhas e do queixo.

Agora, a inteligência artificial por trás do reconhecimento facial do Facebook e Google reconhece pessoas como você e eu reconhecemos. 

Um exemplo, dadas imagens suficientes, ela de fato aprenderá sobre você. Assim, quando ela vê seu rosto em uma foto, ela também faz notas do ajuste, da iluminação, das roupas que você está vestindo, seu cabelo e muito mais. Quando você está de costas e seu rosto não está evidente, ela pode dizer: "Ah, esse é o Mike de costas." 

No caso do Google Photos, e provavelmente o Facebook no futuro, o reconhecimento facial irá também colher dados a respeito do engajamento social. 

E agora? 

Há três coisas importantes para observar sobre o tema. A primeira delas diz respeito a pesquisa e desenvolvimento na área da inteligência artificial para fins de reconhecimento facial. Ela continuará e bem, cada vez mais ela se mostrará avançada. 

É importante para o público entender a realidade do que é possível agora, e o que será possível no futuro. 

É só uma questão de tempo para que redes sociais, governo e outras organizações sejam capazes de identificar instantaneamente qualquer um de nós com alta probabilidade de usar qualquer foto, incluindo tomadas com webcams, câmeras de segurança em caixas eletrônicos e em outros lugares. 

Para se ter uma perspectiva do assunto, a tecnologia de reconhecimento facial estará disponível em mais de 28 milhões de dispositivos móveis e esse número deve aumentar para 123 milhões em 2024. 

A segunda coisa importante para se lembrar é que o surgimento dessa tecnologia não está relacionada - necessariamente - com a implementação ou abuso da mesma. Parece haver uma suposição de que é inevitável que a nossa privacidade seja rotineiramente violada no futuro. Mas isso não é necessariamente verdade. 

O desenvolvimento da tecnologia que consegue identificar pessoas o tempo todo é inevitável. Mas como vemos com o Facebook e Google, tal tecnologia não precisa ser usada para violar nossa privacidade. 

As duas companhias estão profundamente conscientes das preocupações do público e as potenciais conseqüências não intencionais de usar tal tecnologia em seu pleno potencial - pelo menos por agora. 

A Apple deixou claro durante a World Wide Developers Conference que é possível oferecer personalização sem violação de privacidade. 

O novo recurso da empresa, o Proactive coleta dados via Siri, e-mail, calendário e muito mais. No entanto, os dados nunca deixam o telefone e nunca estão associados a identidade de uma pessoa. Da mesma forma, não são levados para a nuvem ou em algum banco de dados permanente. A própria Apple não tem acesso a ela. 

É claro que não é inevitável que a personalização ou a tecnologia de reconhecimento viole completamente nossa privacidade. Na verdade, muitas das violações de privacidade atuais que acontecem através de nossos smartphones e computadores poderiam ser revertidas. 

O primeiro passo para que isso aconteça é que o público se torne mais preocupado a respeito da ligação entre o que é possível em termos de características e benefícios de um lado e o que é necessário em termos de violações de privacidade, por outro. 

O terceiro fato digno de nota é que a mesma tecnologia para reconhecimento facial também pode ser benéfica para a sua própria privacidade. Por exemplo, é possível que motores de busca, no futuro, possam alertar você quando algum tipo de abuso ou mau uso de de uma fotografia sua ocorre. Também é possível que esse tipo de tecnologia possa prevenir o roubo de identidade, que está se tornando cada vez mais problemático. 

O dia em que empresas como Facebook e Google serão capazez de reconhecê-lo em fotos com 99% de precisão, mesmo quando o seu rosto não esteja aparente, está se aproximando rapidamente. Essa capacidade pode levar a um mundo em que a privacidade é impossível. 

No entanto, o primeiro passo é entender o que é possível e se agarrar ao reino das implicações da tecnologia. O segundo nos leva a fazer perguntas, exigir respostas e falar em defesa da nossa privacidade. 

É fácil proclamar que a nossa privacidade está morta e enterrada. Mas ainda podemos desfrutar dos benefícios da tecnologia avançada, sem abrir mão de toda a nossa privacidade.

Fornecido por Mike Elgan, Computerworld (EUA)
Comments

    Arquivo

    May 2018
    July 2017
    March 2016
    September 2015
    July 2015
    June 2015

    Categorias

    All
    Apple
    Gestão
    Hardware
    Inteligência Artificial
    Internet
    Linux
    MAC
    MarketUP
    MEI
    Microsoft
    Mobilidade
    Segurança
    Sistema Operacional
    Softwares
    Telefonia Celular
    TI Corporativa
    TI Pessoal
    Windows 10

    RSS Feed

Todos os direitos reservados. MB Consultoria