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Especial: conheça os principais mitos e verdades sobre o Windows 10

4/7/2015

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Chegou o momento de esclarecer alguns rumores sobre o novo sistema operacional da Microsoft, que chega ao mercado no dia 29 de julho.

Resta menos de um mês para o lançamento do Windows 10 e é hora de esclarecer alguns rumores sobre o novo sistema operacional da Microsoft. Não que isso deva gerar surpresas em alguém, informações erradas andam circulando e algumas têm o potencial de influenciar a decisão do consumidor. A seguir, seis verdades e seis mentiras sobre o software.

Fato: Windows 10 será gratuito para usuários das versões genuínas do 7 e do 8.1

Caso você possua um Windows 7 Service Pack 1 ou Windows 8.1 e passe no teste de originalidade, então se qualifica para a atualização gratuita para o novo sistema operacional. Para confirmar que seu aparelho roda uma versão original, vá até Painel de Controle > Sistema e Segurança > Sistema. Na parte de baixo da tela, deve estar escrito “Windows ativo”. Você tem até 29 de julho de 2016 para solicitar aatualização.

Ficção: Após 29 de julho de 2016, você precisará pagar para manter o 10 atualizado

Esse é, possivelmente, o boato mais malicioso em circulação. Ele já foi abordado por diversas notícias, sendo sempre negado pela Microsoft. Você não estará alugando o novo sistema operacional. Uma vez atualizado para a nova versão, você continuará recebendo os patches e atualizações sem custos extras.

Fato: Você pode atualizar diretamente da versão para testes para a edição RTM

É a primeira vez na história que os usuários de testes poderão atualizar diretamente da versão beta para a final sem limpar completamente seus sistemas no processo, mas ainda é recomendada uma “instalação limpa”.

Fato: O Windows Media Center será desinstalado quando você atualizar para o 10

A Microsoft anunciou oficialmente que o Media Center não estará no Windows 10 – o software será deletado como parte da atualização – mesmo que você tenha pago por ele em algum momento. Se servir de consolo, a companhia fornecerá um serviço de reprodução de DVD para qualquer um que tenha comprado o Windows Media Center.

Ficção: Você não consegue abrir backups do Windows 7 no novo sistema operacional

A Microsoft adicionou a capacidade de abrir backups do 7 no Windows 10, mas ainda não sabemos se todas as funcionalidades de backup da antiga versão estarão presentes – algumas foram eliminadas no Windows 8.

Ficção: Você precisará de uma conta Microsoft para instalar ou usar o Windows 10

Você conseguirá instalar o sistema operacional sem uma conta Microsoft, mas ainda não está claro se será possível atualizar as versões 7 e 8.1 do Windows nas mesmas condições.

Ficção: O novo sistema operacional será a última versão do Windows

É uma questão de marketing. Podemos vir a ter o Windows 10. 3.14.159 (ou algo do tipo), mas os números e pontos não importam: serão novas versões.

Fato e Ficção: Usuários “gratuitos” do Windows terão atualizações automáticas

A companhia anunciou que os usuários domésticos do Windows 10 seguirão seu calendário de patches e correções. Em termos práticos, é como se ativassem permanentemente as atualizações automáticas, que os usuários do Windows 10 Pro poderão recusar. Isso é substancialmente desagradável diante da frequência de emissão de patches de segurança previstas pela Microsoft.

Fato: A Microsoft tem um histórico de aprimoramento ruim

A empresa prometeu aprimorar o Windows 10 rapidamente. A meta pode ser nobre, mas não foi alcançada no passado. Quando o Windows 8 foi lançado, fomos assegurados de que os aplicativos principais – Mail, Calendar, People, Messaging, Maps – seriam melhorados com o tempo, o que não ocorreu. O mesmo foi prometido no lançamento do 7 e do 8.1, com pouco avanço.

Fato: A Patch Tuesday vai acabar

Isso já vem acontecendo. Os pacotes de atualização já saem em datas aleatórias há meses. A Patch Tuesday foi inventada para ajudar os administradores a acompanharem os lançamentos para máquinas corporativas. Resta saber se e como o novo Windows Update for Business ajudará nisso.

Ficção: Windows será “as a Service”

“Windows as a Service” é um nome errado que pode prejudicar a Microsoft ao levar os consumidores a indagarem quando pagarão pelo ciclo rápido de lançamento de apps.

Fornecido por Redação com Computerworld / EUA
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Hacker que atacou serviço de streaming pede resgate para não revelar dados

4/7/2015

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Invasor do serviço de streaming de vídeo Plex pediu cerca de 2.400 dólares em bitcoins para não divulgar dados coletados

O serviço de streaming de vídeo Plex precisou renovar as senhas de seus usuários depois de ter sido invadido. No caso, o hacker responsável pelo ataque ameaçou divulgar os dados roubados caso a companhia não pagasse por um resgate.

A empresa identificou na quarta-feira que o servidor que hospedava seu fórum e blog estavam comprometidos, disse Chris Curtis, um dos engenheiros da Plex no blog da companhia.

Informações que incluíam endereços IP, e-mails, mensagens privadas e senhas criptografadas, foram expostas.

Uma pessoa sob o pseudônimo de "Savata" reivindicou responsabilidade pela invasão e ameaçou divulgar todos os dados em redes torrent caso o resgate em bitcoins de 9.5 bitcoins (cerca de US$ 2.400 dólares) fosse pago. Mas escreveu que aumentaria o valor para 14.5 bitcoins caso o resgate não fosse pago nesta sexta-feira, de acordo com uma mensagem copiada e postada no Reddit.

Companhias geralmente ignoram tentativas de extorsão, pois acreditam que isso incentivaria outros cybercriminosos a fazerem o mesmo.

Curtis, da Plex, disse que as senhas foram 'temperadas', uma medida de segurança que torna mais difícil para hackers convertê-los de volta em texto simples. Dados de pagamento de cartão não foram expostos, garantiu ele e a Plex não tem "razões para acreditar que nenhuma outra parte do nosso sistema foi comprometido".

Ele também lembra que usuários devem escolher senhas fortes e únicas para cada serviço online que eles utilizam. Hackers geralmente tentam ver senhas vazadas para tentar destravar outros serviços na web, já que pessoas tendem a usar sempre as mesmas.

É possível ainda converter senhas criptografas em textos originais usando ferramentas cracking. Senhas longas e complexas, entretanto são mais resistentes de serem quebradas já que demoram mais tempo para computá-las.

Segundo a companhia, o forum da Plex ficará offline enquanto a empresa continuar sua investigação.

Fornecido por Carla Matsu
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Ladrões podem copiar sua chave de casa com fotos do Facebook

4/7/2015

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Segundo especialistas, é possível criar uma cópia perfeita com apenas uma foto da chave.

Coloque uma chave na mesa e acione a câmera do seu smartphone para tirar uma foto. Essa imagem é tudo o que você precisa para imprimir uma réplica perfeita. Parece brincadeira, mas foi o que o site sueco PC for Alla fez com a ajuda de dois especialistas.

“Sim, é possível copiar uma chave com uma única foto, caso ela não seja elaborada demais”, afirmou Håkan Hedlund, expert em tecnologia da Swedish Theft Prevention Association (SSF). “É importante cuidar bem de suas chaves. Pode ser arriscado deixá-las por aí ou postar fotos em que elas apareçam no Facebook”.

A equipe do PC for Alla teve trabalho para converter a foto aos modelos necessários para a impressão no software 3D. O programa costuma ser avançado e exige certa experiência para dominá-lo, embora os princípios básicos possam ser aprendidos com rapidez considerável e a maior parte das pessoas conseguiria fazê-lo em cerca de 10 a 20 horas, estimou o site.

O que torna isso possível é a popularização das impressoras 3D, que produzem figuras tridimensionais em plástico. A tecnologia funciona de forma semelhante a pistolas de cola e sacos de confeiteiros. Ela canaliza o material líquido até uma ponta móvel, que exprime camadas finas seguindo um projeto. Terminada a primeira camada, o cano produz a próxima e assim em diante até a figura estar completa.

“Você pode usar uma impressora 3D para produzir de tudo, de brinquedos a ornamentos, passando por componentes individuais e modelos arquitetônicos”, explicou Anton Månsson, gerente de vendas de hardware da Creative Tools, empresa que comercializa impressoras 3D.

De acordo com o executivo, o interesse na tecnologia só aumenta conforme ela se torna mais barata e flexível.

Um bom modelo pode ser adquirido por menos de 1200 dólares. Algumas impressoras são tão pequenas que podem ser colocadas sobre mesas comuns. O material utilizado também é barato e o custo total do produto fabricado vai depender de seu tamanho e composição.

“Você pode usar diversos tipos de termoplásticos, nylon ou madeira plástica, mas nenhuma das impressoras mais simples processa metal”, ressaltou Månsson. Em uma chave, isso afeta sua força, impedindo que a cópia impressa em 3D substitua a original, sendo ainda capaz de abrir a porta uma única vez.

Algumas empresas de impressão 3D podem vir a substituir os chaveiros tradicionais. Elas escaneiam e mantêm cópias de chaves na nuvem. Em caso de perda, o cliente só precisa imprimir a réplica da sua. A americana Keyme e e a belga Keysave são algumas das pioneiras do setor.

Segurança

Criar a chave não é difícil, o truque é conseguir colocar as formas nos lugares certos – o que não deve ser muito difícil para um ladrão experiente e apresenta implicações claras. Pessoas mal intencionadas (um vizinho invejoso, ex-namorado, criminoso, a lista se estende) precisariam de poucos segundos para fotografar sua chave, posteriormente criando uma cópia funcional. “A tecnologia 3D é um grande desafio para a indústria de chaves, mesmo que ainda não tenha se traduzido completamente para a realidade”, alertou Månsson.

 “Não ouvi nenhum caso onde criminosos usaram impressoras 3D”, garantiu Håkan Hedlund. Seu conselho para os preocupados é que tomem cuidado com suas chaves e usem fechaduras de alta segurança.

Chaves com alta segurança possuem depressões diferentes em cada um dos lados, dificultando sua reprodução. Adicionalmente, alternativas digitais são desenvolvidas, como cartões de plástico, biometria e o uso de smartphones – tecnologias passíveis de serem hackeadas.

“Independentemente do tipo de tranca usada, é importante tomar cuidado”, enfatizou Hedlund. 

Como a PC for Alla imprimiu a cópia da chave

1. A equipe colocou a chave em questão sobre uma mesa e tirou uma foto com o smartphone, transferindo a imagem para o computador e usando o Paint para remover o fundo.

2. Ela então converteu a foto para o format eps usando o programa Inkscape, abrindo-a posteriormente no software 3D 360 Fusion. Ele não é gratuito, mas tem versão para testes disponível online.

3. A equipe passou a converter a foto para uma imagem tridimensional, começando por mascarar o fundo e isolar a chave, criando um contorno externo do objeto. Os dentes da chave são um dos principais fatores para que ela se encaixe direito na fechadura e demora a acertá-los.

4. Uma vez obtida a imagem bidimensional perfeita da chave, é preciso dar-lhe profundidade ao adicionar sua altura. Determinar o valor exato foi um dos desafios porque a altura não é visível na foto. No exemplo dado, foi usada uma chave do mesmo fabricante como modelo. Afora os dentes, as duas eram idênticas.

5. A equipe passou para os cortes laterais. Suas localizações são visíveis na imagem, mas para medir a profundidade e o ângulo de cada corte o PC för Alla usou outra chave. Uma vez satisfeitos, salvaram a imagem em um arquivo sdl -- formato padrão para impressoras 3D – e começaram a imprimir. Após uma hora, concluiu-se o processo.


PC World / Suécia
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Especial: 6 itens históricos de tecnologia resgatados do lixo

4/7/2015

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Pedaços da história da tecnologia por pouco não se perdem em aterros sanitários e centros de reciclagem.

Cedo ou tarde, toda tecnologia se torna obsoleta. Quando esse momento chega, ela costuma ser jogada fora ou esquecida em algum porão. Mas, algumas vezes, esses artigos são preservados por pessoas que apreciam seu valor histórico ou por pura sorte. Separamos seis itens tecnológicos históricos que por pouco não foram destruídos.

Whirlwind I

O Project Whirlwind foi iniciado no MIT em 1944 a mando da marinha norte-americana, que demandava um simulador de voo universal para treinar equipes de bombardeio durante a Segunda Guerra Mundial. O resultado foi o Whirlwind I, computador digital finalizado em 1951 sob a direção de Jay Forrester no Servomechanisms Lab.

Inicialmente, o aparelho consistia em 10 mil tubos de vácuo e memória eletrostática, que se mostrou devagar demais para um sistema que exigia resposta em tempo real para as ações de um piloto. Como solução, Forrester desenvolveu o primeiro núcleo de memória magnética, instalada no Whirlwind I em 1953, seguindo para se tornar padrão em computadores digitais. O aparelho também foi o precursor do sistema de defesa SAGE, da força aérea dos Estados Unidos.

O Whirlwind I foi usado até 1959, quando foi considerado caro demais para continuar operando. Ele então passou para as mãos de Bill Wolf, membro do projeto que alugou o computador por US$ 1 anual. Em 1974, Wolf decidiu descartá-lo e a informação chegou a Ken Olsen, fundador da Digital Equipment Corporation. O executivo desviou o caminhão que levava o Whirlwind I para o lixo e guiou-o para a DEC, onde ficou guardado até 1979, quando foi levado para o The Computer Museum, em Boston. Hoje, a máquina reside no Museu da História do Computador, em Mountain View, Califórnia.

JOHNNIAC

O JOHNNIAC foi um computador científico construído pela RAND em 1953, baseado no design do matemático John Von Neumann, por sua vez inspirado no ENIAC (o primeiro computador eletrônico de uso geral). Ele pesava 2,5 toneladas, continha 5 mil tubos de vácuo e passou por diversas mudanças e atualizações ao longo dos anos.

Originalmente projetado com memória de tubo, em 1955 ele foi adaptado para operar com memória magnética. Também foi um dos primeiros a suportar tempo compartilhado, através da linguagem de programação interativa JOHNNIAC Open-Shop System (JOSS).

O JOHNNIAC foi usado por 13 anos antes de finalmente ser aposentado em 1966, tornando-se um dos computadores mais longevos do seu tempo. A máquina foi encaminhada para o Los Angeles County Museum, onde, em algum momento nos anos que se seguiram, foi movida para um estacionamento a céu aberto e deixada para enferrujar.

Em 1989, o computador foi resgatado pelo The Computer Museum de Boston poucas semanas antes de ser mandado para um aterro sanitário. Remodelado, ele agora também é exibido no Museu de História do Computador em Mountain View.

Código fonte do ProSystem, sistema operacional do Atari 7800

O Atari 7800 ProSystem foi a segunda tentativa da companhia de emplacar um sucessor para o bem-sucedido console de jogos 2600. Lançado inicialmente em 1984, o 7800 foi projetado para também atuar como computador doméstico, com uma porta de expansão para teclado e demais equipamentos periféricos. Por diversos motivos, menos de 100 jogos foram desenvolvidos para o sistema, que nunca decolou e teve sua produção descontinuada em 1992.

Quatro anos depois, quando a Atari Corporation se uniu à JTS (sendo essencialmente extinta), disquetes com o código fonte para o sistema operacional 7800 e vários jogos foram jogados no lixo atrás da sede da empresa em Sunnyvale, Califórnia. Por sorte, os discos foram resgatados no meio da noite e o código foi disponibilizado para download no Atari Museum.

Cartuchos de E.T. para Atari

O console 2600 da Atari (conhecido como Video Computer System, VCS) foi lançado em 1977 e logo se tornou um sucesso, vendendo 1 milhão de unidades em 1979. Por sua vez, o filme E.T. – O Extraterrestre foi também um fenômeno, se tornando o longa mais rentável da década de 80. Infelizmente, a combinação dos dois, criada para o sistema 2600 da Atari, foi um desastre de proporções épicas.

O jogo foi desenvolvido às pressas ao longo de 5 semanas no verão de 1982, de modo a estar disponível para o Natal, contribuindo para que fosse considerado um dos piores videogames de todos os tempos. Apesar de ter vendido 1,5 milhão de unidades (o suficiente para se tornar um dos jogos mais comercializados para 2600 de todos os tempos), 3,5 milhões de cópias não saíram das prateleiras. O prejuízo e a crise do mercado de videogames em 1983 ajudaram a levar a Atari a ser vendida em 1984.

Anos depois, surgiu o rumor de que a companhia teria despejado caminhões cheios de cartuchos de jogos (incluindo os de E.T.) em um aterro sanitário de Alamogordo, Novo México. A informação foi confirmada em abril de 2014, quando o local foi escavado e as unidades (junto ao restante do inventário nunca vendido da Atari) viram a luz do dia pela primeira vez em 30 anos.

EDSAC

O EDSAC (Electronic Data Storage Automatic Calculator) foi um dos primeiros (discutivelmente o primeiro) computadores com programa armazenado no mundo. Desenvolvido por Maurice Wilkes e uma equipe no University of Cambridge Mathematical Laboratory, o EDSAC rodou seu primeiro programa em maio de 1949 e foi usado até julho de 1958. A máquina incluía 3 mil válvulas, ocupava 20 m² e usava tubos longos de mercúrio para memória.

Foi para o EDSAC que o conceito de sub-rotina de programas foi inventado por um estudante de Cambridge, David Wheeler. Também foi para o computador que outro estudante, Alexander Douglas, criou o primeiro videogame do mundo usando display gráfico, chamado de OXO ou Noughts And Crosses (o famoso jogo da velha), em 1952.

Em 2011, o The National Museum of Computing iniciou a construção de uma réplica do EDSAC. Até então, não eram conhecidos componentes remanescentes da máquina para servir de referência. Isso mudou em 2014, quando um antigo engenheiro de Cambridge lembrou ter salvado diversos documentos de serem jogados fora em 1959, incluindo 19 diagramas de circuito originais do EDSAC.

Em 2015, um dos chassis originais (usado para segurar milhares de válvulas em prateleiras verticais) foi doado por um homem que o obteve com um antigo comprador, que por sua adquiriu diversas prateleiras da máquina para colocar seus livros quando os componentes do EDSAC foram leiloados após sua desativação.

Apple I

A Apple nasceu em uma garagem de Los Angeles (mais precisamente na casa dos pais de Steve Jobs) e foi lá que Steve Wozniak fabricou pessoalmente as primeiras 50 unidades do Apple I, vendidas em uma loja de computadores em Mountain View por US$ 666,66. Eventualmente, cerca de 200 foram feitas, das quais apenas 60 ainda existem.

Naturalmente, os Apple I são itens de colecionador valiosos, vendidos por centenas de milhares de dólares, mas o computador não era um produto finalizado como os vendidos hoje. Ao invés disso, era um painel de circuitos no qual faltavam uma fonte de energia, teclado e monitor, que o cliente deveria comprar e conectar por conta própria. 

É, portanto, compreensível que alguém o tenha confundido com partes obsoletas e sem valor. Foi o que aconteceu com uma mulher desconhecida da Califórnia, que recentemente doou um exemplar do Apple I a um centro de reciclagem em meio a uma caixa de eletrônicos que pertenciam a seu marido falecido. A entidade vendeu o computador por US$ 200 mil e oferece metade do valor caso a senhora volte para buscá-lo.

Fornecido por PC World / EUA
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No Brasil, jornalista James Bamford discute privacidade em tempos de NSA

4/7/2015

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Escritor de quatro livros sobre a agência americana, Bamford elenca alguns dos métodos que a agência usa para monitorar americanos e nações do mundo todo

Durante palestra em São Paulo a convite do Comitê Gestor da Internet, o jornalista e escritor James Bamford, 65, dá amostras de que sim, há razões para você viver paranoico. 

Em tempos onde facilmente concordamos em entregar nossos dados a grandes corporações em troca de entretenimento e comunicação em redes sociais, aplicativos e afins, o escritor não é muito otimista quando o assunto é privacidade. E Bamford, talvez como ninguém, sabe que esse cenário não é exclusivo de nossa contemporaneidade.

Em 1982, o escritor e editor especial da revista Wired causou dor de cabeça à Agência de Segurança Nacional americana. A data se refere ao ano de publicação de seu primeiro livro investigativo sobre a instituição. 

Em “The Puzzle Palace”, Bamford descreve a agência como “livre de restrições legais e com capacidades tecnológicas para espionagem além da imaginação”. E prevê: “Como um buraco cada vez maior, a tecnologia de vigilância da NSA vai continuar a expandir-se silenciosamente atraindo mais e mais comunicações e, gradualmente, eliminando mais e mais privacidade”.

Bamford é um aficionado pelo tema. Não à toa se dedicou a escrever mais três livros sobre. O último deles foi publicado em 2008, o “The Shadow Factory: The Ultra-Secret N.S.A. from 9/11 to the Eavesdropping on America”. Em tradução livre: “A Fábrica da Sombra: A Ultra-Secreta N.S.A. de 11/09 a espionagem sobre a América”. Em entrevista ao The New Yorker, publicada em junho de 2013, Bamford fala que tem uma relação de amor e ódio com a agência: “Eu os amo e eles me odeiam”.

Bamford sabe na ponta da língua toda a trajetória da agência de espionagem americana e fala rápido sobre o assunto, talvez na tentativa de comprimir ao máximo, em pouco menos de uma hora, tudo que sabe sobre o órgão iniciado em 1952 pelo então presidente Harry Truman.

James é didático ao explicar qual é a vocação da agência que chamou a atenção da mídia internacional quando Edward Snowden veio a público com provas dos programas de vigilância que os Estados Unidos usava para espionar não somente a população americana como vários países da Europa e América Latina, incluindo o Brasil. Por meio dos documentos vazados, soube-se que a NSA monitorava conversas da presidente Dilma Rousseff som seus principais assessores. “Eles [NSA] espionam não só países considerados inimigos, mas também aqueles com quem mantém relações diplomáticas”, destaca Bamford durante palestra.

Snowden não foi o primeiro delator da agência, o título ficaria para Perry Fellwock, ex-analista da NSA que ficou conhecido pela imprensa sob o pseudônimo de Winslow Peck – isso há cerca de 40 anos.

No entanto, Snowden talvez tenha ganhado a maior repercussão sobre o caso. Indagado sobre o porquê de tantos holofotes sobre ele, Bamford resume: “ele mostrou provas”.

“Eu o entrevistei no ano passado e ele me disse que com a experiência dos outros delatores, que sempre eram abafados pelo governo e supostamente desmentidos pela própria NSA por só darem depoimentos verbais, que ele precisaria fazer diferente. Por isso reuniu provas e as publicou sequencialmente”, lembra.

Onipresença

Bamford destaca a vocação onipresente a qual a NSA tem se dedicado de forma persistente. De forma geral, o jornalista lembra as tecnologias que a agência americana detém para rastrear dados e informações transmitidos via satélites, cabos subterrâneos e fibra óptica.

Se em 1982, com o primeiro livro sobre o tema, Bamford previa que a NSA não pouparia custos para evoluir em tecnologia de vigilância – segundo o escritor, a instituição conta com um orçamento anual de 10.2 bilhões – hoje a NSA avança em sua onipresença rumo a Internet.

Graças aos documentos revelados por Snowden, soube-se que a agência tem acesso aos servidores de grandes empresas de tecnologia, como Google, Apple e Microsoft, abrangendo uma grande área de dados de usuários da Internet. 

No início deste ano, outro documento apontava que a NSA havia usado lojas de aplicativos do Google e Samsung supostamente com o objetivo de instalar malwares em aparelhos. Ao plantar softwares maliciosos, a agência poderia coletar secretamente dados de milhões de usuários pelo mundo. Os relatórios ainda apontavam uma série de oficinas realizadas pela NSA e países "parceiros", caso de Canadá, Reino Unido, Nova Zelândia e Austrália - conhecidos como o grupo "Five Eyes".

Um dos programas de vigilância da NSA, batizado de Turbine, segundo Bamford, teria capacidade de desenvolver ferramentas de hacking de força industrial, com a capacidade de instalar malwares em computadores em todo o mundo.

Big Data da vigilância

Para um volume de dados sem precedentes coletados durante anos, a NSA conta com poderosos data centers instalados no deserto de Utah, Estados Unidos.

"Todas essas informações, vindas de todos os lugares, quando chegam aos Estados Unidos vão para lá", diz Bamford apontando para um de seus slides.

O jornalista fala sobre um dos projetos de outra agência americana, a IARPA (Intelligence Advanced Research Projects Activity), que visa o desenvolvimento de um supercomputador de um exaflop. "Para se ter uma ideia de sua potência, este computador precisará de um sistema de resfriamento que seria suficiente para resfriar o equivalente as duas torres gêmeas", diz o escritor. 

A ideia é que o supercomputador possa processar o enorme volume de big data, decriptamento de mensagens e arquivos.

"A ideia é que temos esse monte de feno", compara Bamford sobre o volume de dados coletados. "Acho que a NSA perdeu a primeira informação sobre o ataque ao World Trade Center, ao ataque das embaixadas na África e até mesmo a bomba implantada na maratona de Boston. Então para que eles estão fazendo esses investimentos se não conseguiram prevenir esses ataques?", questiona.

Segundo a NSA, tais programas de segurança nacional têm como objetivo prevenir ataques terroristas.  "Na verdade, um caso só foi interrompido", diz Bamford.

Para o jornalista, a saída para tentar assegurar a privacidade - tanto na esfera pública quanto privada - requer investimentos na área de pesquisa e desenvolvimento de criptografia, envolvendo aí o desenvolvimento não só de tecnologias, mas também expertise humana.

Nesse cenário, Bamford reconhece os esforços do Brasil. O escritor chama atenção para o iminente lançamento do satélite brasileiro Embratel Star One C-4,

"A ideia é que o satélite mostra que o Brasil aprendeu com o NSA. É algo que o País possa se orgulhar". Segundo Bamford, o uso de empresas brasileiras para o desenvolvimento de satélites e tecnologia de transmissão de dados, excluindo a necessidade de material importado dos Estados Unidos, barra as chances de monitoramento da agência.

"O Brasil tem se mostrado muito inovador e pró-ativo nessa área. Acredito que precisamos ter mais foco em desenvolver mecanismos de defesa, mais criptografia de dados. Pois nosso conhecimento, de forma geral, é muito limitado. Então aqueles países que estão desenvolvendo tais mecanismos certamente sairão na frente”, conclui.

Fornecidor Por Carla Matsu
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